A inteligência sem amor, te faz perverso. A justiça sem amor, te faz implacável. A diplomacia sem amor, te faz hipócrita. O êxito sem amor, te faz arrogante. A riqueza sem amor, te faz ávaro. A docilidade sem amor, te faz servil. A pobreza sem amor, te faz orgulhoso. A beleza sem amor, te faz ridículo. A autoridade sem amor, te faz tirano. O trabalho sem amor, te faz escravo. A simplicidade sem amor, te deprecia. A oração sem amor, te faz introvertido. A lei sem amor, te escraviza. A política sem amor, te deixa egoísta. A fé sem amor, te deixa fanático. A cruz sem amor, se converte em tortura. A vida sem amor... não tem sentido. Autoria da humanidade.
JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO QUE JÁ EXISTIU. Publicado pela Editora: Sextante, escrito por Mark W. Baker, Ph.D., em Psicologia. Destaquei dessa obra em suas páginas 78 e 79 um interessante relato que fala sobre A VERDADEIRA CULPA VERSUS A FALSA CULPA. O relato inicia-se assim: “Ele conscientizará o mundo do pecado...” João 16:8 Muitas pessoas acham que o consultório do psicoterapeuta é o lugar aonde podem ir para atenuar sua culpa. Elas acreditam que a culpa é neurótica e que os terapeutas são especialmente treinados para ajuda-las a livrar-se dela. Chip vinha para as sessões com o mesmo entusiasmo e carisma que dedicava a todas as áreas de sua vida. Era eloqüente, motivado e bem-sucedido em tudo que fazia. Embora Chip me garantisse que amava a mulher, ele me confessou que tivera um caso extraconjugal. A mulher ficou furiosa quando descobriu e insistiu para que ele fosse fazer terapia para tentar se compreender. Chip estava genuinamente perturbado com a possibilidade do seu casamento fracassar. Ele detestava o fracasso. Embora Chip tivesse deixado bem claro tanto para mim quanto para a mulher que estava se sentindo muito mal com o que fizera e que desejava que seu casamento desse certo, tive dificuldade em ajuda-lo. Eu não compreendia bem a razão de seu mal-estar. Finalmente descobri que Chip de fato estava se sentindo culpado não com relação ao que havia feito, mas por ter sido apanhado. O tipo de culpa que Chip sentia não se baseava no remorso que experimentamos quando magoamos alguém que amamos, mas no medo das conseqüências por ter cometido um erro e estragado as coisas. Na verdade, na verdade o que Chip estava sentindo era uma falsa culpa. É difícil tratar a falsa culpa na psicoterapia, porque as coisas não são como parecem ser. Chip não conseguia admitir para si mesmo o verdadeiro motivo da sua culpa. Se conseguisse, ele admitiria que não acreditava que os homens fossem capazes de ser monogâmicos e que “pular a cerca” de vez em quando era admissível. Mas não podia aceitar essas idéias porque sabia o que a mulher pensaria a respeito delas e tinha medo das conseqüências. Chip deixou a terapia alguns meses depois, sentindo-se muito melhor. Informou a mim e à mulher que aprendera muitas coisas a respeito de si mesmo. Mas no fundo Chip nunca concordou comigo sobre a razão de seus sentimentos de culpa. Ele costumava me dizer: “Não é ficar sentindo-se mal a respeito do passado. É aproveitar ao máximo o que se tem hoje. Minha mulher simplesmente vai ter que superar o problema e voltar a confiar em mim.” Parece que Chip conseguiu evitar o divórcio, mas duvido que a mulher tenha voltado a se sentir segura no casamento. Embora as coisas tenham parecido melhorar, tanto Chip quanto a mulher continuaram a viver com a sensação de que algo não estava bem resolvido. Embora Jesus tenha dito que não veio ao mundo para condenar (Jo 3:17), ele acreditava que há momentos em que devemos nos sentir culpados. A partir da perspectiva Dele, nem toda culpa é má. Jesus acreditava em dois tipos de culpa. O que os psicólogos chamam de verdadeira culpa, Ele chamava de culpa baseada no amor. O que chamamos de falsa culpa, segundo Ele, era a culpa fundamentada no medo da punição que está mais ligada à necessidade de nos protegermos depois que fazemos algo errado. A falsa culpa raramente beneficia nosso relacionamento com os outros. Na verdade, ela em geral nos prejudica e nos torna pessoas de convivência mais difícil. Sentimos a verdadeira culpa quando nossos relacionamentos são importantes para nós e nos sentimos motivados a curar as feridas provocadas por nosso comportamento. É esse o tipo de culpa que Jesus queria que sentíssemos. PRINCÍPIO ESPIRITUAL: A culpa motivada pelo amor cura a mágoa; a culpa baseada no medo só faz esconde-la. Um abraço: Alexandre P.s.: Os sublinhados e negritos foram inseridos por mim, porém o texto é fiel ao original e pertence às páginas 78 e 79 do referido livro.
Nas páginas 117 e 118 do livro: JESUS O MAIOR PSICÓLOGO QUE JÁ EXISTIU Publicado pela Editora: Sextante, escrito por Mark W. Baker, Ph.D., em Psicologia. resumidamente o autor consegue provar que: A CURA ESTÁ NO AMOR “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” João 15:12 Jordan é uma ex-viciada em cocaína que participa de um programa de recuperação. “Tenho dois anos de abstinência e acho que está na hora de examinar alguns dos meus problemas com a ajuda da terapia”, declarou ela na nossa primeira sessão. Ela é uma mulher atraente que viveu intensamente num ritmo rápido. Seu antigo hábito de usar drogas estava associado a um estilo de vida extravagante que envolvia noitadas, viagens exóticas e gastos elevados. Agora ela está grata pela nova vida, mas sem dinheiro. “Todo aquele divertimento teve um preço, mas procuro achar que tudo isso foi necessário para que eu chegasse aonde estou hoje.” Jordan tinha uma longa história de relacionamentos intensos e superficiais com homens durante o tempo que usou a droga. Agora ela estava tentando descobrir como fazer as coisas de um modo diferente. “Tudo era mais simples antes”, explicou. “Nunca esperei realmente nada além de bons momentos com aqueles caras, de modo que nunca fui ferida. Agora tudo é muito mais complicado.” Jordan estava acostumada a se conectar através do sexo e das drogas – meios bem reais e concretos de lidar com os relacionamentos. Jordan está tomando contato com inúmeros outros sentimentos. Ela pensa com dor e vergonha nos dias em que usou as drogas por causa da maneira como se comportava nos relacionamentos. Chegou a procurar várias pessoas e pedir desculpas por sua conduta. Ela se lembra que repetia “Eu te amo!” automaticamente para quase todo mundo que conhecia naquela época, como se fosse uma espécie de saudação que pudesse liga-la instantaneamente aos outros. Agora ela não faz mais isso, não porque não goste das pessoas, mas porque está começando a descobrir o que significa amar de uma maneira muito mais profunda. Hoje Jordan está tentando ligar-se às pessoas usando os sentimentos. Procura também ouvir os sentimentos dos outros e acolhê-los com atenção. Ela não diz mais “Eu te amo!” para pessoas que conhece superficialmente, porque hoje acredita que o amor é resultado de um processo. Jordan tem amigos e os ama sem vinculá-los a sexo ou drogas. Seus relacionamentos tendem a durar muito mais e a experiência de se sentir amada é magnífica e merece um investimento maior. Ela não está interessada em substitutos para o amor, agora que descobriu o que é ter o amor verdadeiro. Os viciados amam os ídolos, mas estes não podem retribuir o amor. O vício impede o amor de amadurecer. Quando as pessoas escolhem um objeto como substituto do amor, o amadurecimento delas é interrompido. Quando os viciados conseguem renunciar ao seu apego aos ídolos e descobrem a alegria de se relacionar com pessoas capazes de ama-las ficam maravilhados. Jesus ensinou que devemos amar e ser amados para amadurecer espiritualmente e que a idolatria do vício impede que isso ocorra. Jesus acreditava que o amor é a força mais poderosa do universo. Ele ensinou que Deus é amor e que o amor é a força criativa que supera todos os problemas do mundo. O amor é o ponto central dos ensinamentos de Jesus e é o elemento essencial para a cura do coração humano. PRINCÍPIO ESPRITUAL: O AMOR CURA. Um abraço: Alexandre P.s.: Sublinhado e negritos feitos por mim, porém o texto é fiel ao original, salvo um ou outro erro de português e/ou digitação que possa ter passado mesmo depois de ter revisado a escrita.
 | MÃES MÁS | Nov 14, '06 5:53 PM for everyone |
“Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão”. - Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. - Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”. - Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. - Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos. - Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci...Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo... As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles”. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência. - Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. “FOI TUDO POR CAUSA DELA!” Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como minha mãe foi. Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: Não há suficientes mães más! Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra
Vida são olhos que saúdam as madrugadas, acariciam as noites, escolhem sorrisos; ouvidos que recebem o barulho dos ventos, ouvem gemidos de dor, escutam palavras de amor; bocas que experimentam o deleite dos frutos e dos beijos e que recitam poemas; narizes que sentem o cheiro da maresia, da comida que se cozinha no fogão e dos corpos suados. Pernas que andam pelos bosques e levam mensagens a lugares distantes; braços que plantam jardins, e que se estendem para os abraços e para as lutas. A vida é um poema enorme, uma explosão de gestos e de sentidos espalhados pelo espaço. Mas como tudo o que é humano, a vida é também cansaço que anseia pelo sono. Como diz o poeta sagrado, “para todas as coisas há o seu tempo, debaixo do sol; há um tempo de nascer e um tempo de morrer”. Saber viver e também saber morrer. Cada poema se inclina para a sua última palavra; cada canção se prolonga na direção do seu silêncio. Última palavra em que continuam a reverberar todas aquelas que a antecederam: silêncio onde ressoam os sons que o prepararam. Toda a vida é uma preparatio mortis e é por isto que a última palavra e o último gesto são um direito que ninguém lhe pode roubar. Ao corpo pertence o direito de dizer: “É hora de partir”. Por isto que Manuel Bandeira declarou que o seu último gesto deveria ser um poema. Pois era disto que sua vida estava cheia, de poesia: Assim eu queria meu último poema: Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama que consome os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicações. Texto extraído de: O Retorno E Terno Rubem Alves, 22ª edição Editora PAPIRUS
Não raro, assim como Jesus, nós também ficamos como que atormentados pela sede, à semelhança dos caminheiros no meio de um deserto. E nem sempre, para aplacá-la, encontramos uma gentil “samaritana” disposta a ceder-nos um gole de sua água... Estamos com sede de paz, Mas muitas vezes nos vemos obrigados a engolir as lágrimas provocadas pela devastação das guerras, pelos estragos da violência, pelo poder da morte. Estamos com sede de justiça. Mas outras tantas vezes nos vemos forçados a engolir os escárnios dos mais fortes, que, em vez de serem da justiça os defensores, dela se riem, apropiando-se daquilo que a todos pertence e desrespeitando os sagrados direitos dos pequeninos. Estamos com sede de amor. Mas inúmeras vezes acabamos vendo ludibriado o grande mandamento do amor cristão: ludibriado pelas ofensas mais grosseiras, pelo abandono dos pequeninos indefesos, pela falta de atenção às mães pobres, pelo esquecimento de tantos velhinhos e de tantos doentes, pela promoção do aborto indiscriminado, pela propaganda em favor da pena de morte... Estamos com sede de felicidade. Mas vezes sem conta os meios de comunicação social, com seus festivais de ilusões, nos constrangem a tragar a água contaminada de satisfações baratas, querendo convencer-nos de que só o dinheiro, o poder e o prazer estariam em condição de proporcionar felicidade ao nosso coração... Mas não seriamos nós próprios os culpados pela sede que assola nossa vida de peregrinos? Com efeito, uma fonte de água viva está continuamente ao alcance de nossas bocas; nós, porém, nem sempre temos olhos atentos para descobri-la. E é pena, pois quem dela beber nunca mais terá sede de paz e de justiça, de felicidade e de amor. Água para nossa sede é Cristo. Pe. Virgilio, ssp
Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua do anjos, Sem amor eu nada seria.
É só o amor, É só o amor. Que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente. É um contentamento descontente. É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer. É solitário andar por entre a gente. É um não contentar-se de contente. É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade. É servir a quem vence, o vencedor; É um ter com quem nos mata a lealdade. Tão contrario a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem Todos dormem, todos dormem. Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua do anjos, Sem amor eu nada seria. Letra & Música: Renato Russo Inc. Adapt. "I Coríntios 13" e "Soneto 11" de Luís de Camões
Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, nada seria. Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me fizesse escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria. O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar. Mas quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido. Atualmente permanecem estas três: a fé, a esperança, o amor. Mas a maior delas é o amor. Edições Loyola e Editora Paulinas Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em abril de 1997
Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “ Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘ Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a velhice? ’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar. “ Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob forma de eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “ Eu te amo, eu te amo... “ Barthes advertia: “ Passada a primeira confissão, ‘ eu te amo ‘ não quer dizer mais nada. “ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “ Erótica é a alma. “ O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora do jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro. O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá... Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis: “ Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre a humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘ Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo. ‘ A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘ Tens razão, minha querida. ‘ A situação está salva e o ódio vai aumentando. “ Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim... Obs.: Este texto foi extraído do livro: “O Retorno e Terno” de: Rubem Alves
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